domingo, junho 19, 2011

Enlaces..

Vem ter comigo esta noite!
Vem..

E traz contigo,
O poder de Perseus e o sorriso dos arcanjos.
Traz o pecado, os segredos,
a melodia..
e os sonetos em rima.
Nos lábios traz a sede e o sal.
E na pele a tempestade do mar!
Nas mãos..
a imensidão do deserto, e o perfume
casto dos campos em flor.
Vem antes do anoitecer!
Quando a melancolia pinta o céu de negro
e o sonho ainda é menino.
Quando as histórias são desfolhadas
de boca em boca, e adormecem no teu beijo.

Alexandra.

segunda-feira, maio 02, 2011

Beija-me..

Beija-me!
Porque sim, porque sinto falta de ti
falta da tua boca
falta do teu sabor.
Beija... beija-me muito!
Desperta o desejo adormecido
e o perfume da paixão!

Beija-me,
como se fosse a última vez.
Bebe do sal,
que me envenena a pele..
Como quem mata a sede
e embriaga os sentidos!
Beija-me lascivamente
no segredo da noite
que se veste de púrpura.
Sim, beija-me
apenas porque o vento sopra
umas vezes suave
outras como ele quer
e... o tempo não pára!

Alexandra.


sexta-feira, dezembro 10, 2010

Sentidos Ocultos..

As estrelas recolheram solitárias
e a Lua lasciva deitou-se no Mar.
O Mar que só ela serenava..
Confidente dos seus mistérios!
A brisa da noite dançava ociosa
e cores irisadas riscavam o Céu
num misto de sabores agridoce
despidos na penumbra do teu corpo.
Cheiravam a saudade..
Saudade de quem te contempla
na infinita ausência de um abraço.
Sabiam a volúpia!
Volúpia minha, que em Ti se perde
por recantos soletrados na tua boca.
Sabiam a desejo!
Desejo de quem vive na tua pele
suspiro da noite, a fogo esculpida!

Alexandra.

segunda-feira, agosto 23, 2010

No Sonho..

Entre os meus olhos e o sono,
entre o momento e o sonho
Realidade efémera, abandono,
em vidas paralelas me disponho.

Enlaces irreais quão fragilmente
renascidos a cada prazer sombrio.
Dorso do meu éden perdido,
desfolhado em ti secretamente.

No êxtase da noite, utopias mirradas

voam na sede de pequenos nadas!
Das mil e uma batalhas, és guerreiro imortal.
Memória sem rosto... meu anjo fatal!

E assim todas as histórias são minhas!
No seio da noite talhadas.
Ergo castelos, derrubo muralhas.
Grandiosas, como estrelas meninas.

Alexandra.

terça-feira, junho 29, 2010

Estranhamente..

Estranhamente me estranho...!
Os dias correm devagar
e as noites nascem tardias.
Plácida canta a neblina
perdida no seu encanto
murmurando às pedras da rua
se te viram passar!
Nesta terra nua...
que não é minha nem tua
a noite cria nome de Mulher
diáfana volúpia do verbo Ser
no tactear de cada despertar!
Tu que me enches de Vida.

Alexandra.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Fado meu...

Beija-me como se amanhã não houvesse!
Depois,
Encosta a porta e deita-te comigo.

Colhe os segredos que semeaste

neste ventre de terra esquecida

quão subtilmente aprisionados na tua pele
Tu, que invades a minha Lua

meu doce pecado, eterno fado meu.

Partilha comigo o sonho de Morpheu

porque a noite é feitiço nos teus braços

(Desejo casto dos meus lábios..)

é perfume desfolhado de melodia
cinzelado docemente um dia.

Alexandra.

quarta-feira, julho 08, 2009

Faz Tempo..

Faz tempo que te foste embora.
Horas, dias, anos não sei!
Perdi-me no vazio infinito
que veste as minhas noites!
Fiquei eu..
e as memórias que um dia
embalaram o sonho.
Um sonho que também foi teu!
Por onde andas?
Que caminhos te vestem?
Ainda guardo o sabor das palavras
que me beijavam quando o Mundo
me virava as costas!
Guardo o perfume do teu corpo
que tão intensamente
as minhas mãos ansiavam!
Abraço-te ontem e hoje
num sorriso que esmorece
porque tudo isto és tu!
Amanhã?
Amanhã.. não sei.

Alexandra.

segunda-feira, maio 11, 2009

Saudade!

Saudade.. de um dia ver o teu olhar
que me tocava como se mãos tivesse.
Das palavras beijadas lascivamente
(como se boca tivessem...).

Saudade do teu amargo veneno quão
docemente me inundava os sentidos.
Querer-te para sempre, é pedir muito!
Perder-te eternamente seria o fim
de todas as histórias esculpidas noite
após noite no tecido da minha pele.

Saudade.. que o tempo ensinou
cruelmente a viver na solidão
num gigantesco mar de Memórias!

Alexandra.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Se...

Se me pusesse a pensar
em outros tempos passados
abraçaria o destino a caminhar
por esse Mundo, de rostos talhados.

Se me ponho a lamentar
de um ontem adormecido
lançado ao Mar a chorar
cruel anjo do céu caído.

Pudesse eu imaginar
o que é um hoje sem ti.
Nada nem ninguém! (Lembrar
às noites, porque te esqueci)!

Se o amanhã me sorrir
Pintar jardins no meu olhar
Beijar-me como quem bebe da Vida
Sentir estas palavras n'alma a rimar!

Alexandra.

domingo, dezembro 14, 2008

Cumplicidades..

Na cumplicidade... um gesto
entrega obsessiva de uma
realidade incompreendida!
Mergulhamos na escuridão
desafiamos o tempo
trocamos os dados
a um destino egoista
e poderoso!
Na simplicidade... um sentir
desejo efémero das tuas mãos!
Soltamos palavras
dissípamos distâncias!
Neste lugar feito por nós
fica a intensidade de um olhar
que tão timidamente nos invade.
Ficam as promessas de um depois
na sombra que nos une.

Alexandra.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

De volta..

Após uma longa pausa..
aqui estou de novo para mais uma vez
tecer.. esculpir.. retalhar e dar
cor às palavras que pintam o meu Eu.
A todos que por aqui passaram, deixo
um sorriso do tamanho do Mundo.

Alexandra.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Pedras da Rua..

Janelas do meu quarto branco
Abertas de par em par, acenam
a quem vêem passar.. trateiam
ás flores, a cor do seu pranto.

Invocam às pedras se te conhecem!
Tu, que as pisas noite e dia.
Semeando a terra dura e fria
das raízes que em ti padecem.

Janelas do teu quarto absorto
tão diferentes das minhas!
Fechadas para o Mundo as tinhas
Velha nostalgia.. poema morto.

E choram prostradas as pedras mendigas.
Lânguidas, vestidas de musgo Outonal
Princesas sem ouro, encanto celestial
filhas de um sonho na noite perdidas.

Alexandra.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Estrela poente..

Amanheceu, e tu não estavas!
A lua escondeu-se devagarinho
e o sol nasceu quando caminhavas.
Apenas a aragem soprava de mansinho.

Ainda sinto os teus passos.
Triste, amargo prenuncio em mim!
Mas porque tem de ser assim?
Nada sei, só a cor dos teus abraços.

Os rios correm em águas turvas.
E as árvores bravejam ao céu
o que a minha voz.. esqueceu.
Porque caminhos sombrios me procuras?

Vem antes que a noite se acalente.
E a tempestade celebre sua melodia.
Vem.. e traz contigo a rosa bravia
tesouros exaltados, estrela poente.

Alexandra.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Mulher menina

Levanta-te, ergue do chão o rosto
Não temas a ausência, a voz fria
Esse eterno fogo que te queima
alma traçada... vida vazia!

Caminhos batidos, a terra gasta
poeira nos teus passos cansados
Mulher, menina dos pés descalços
corre enquanto a noite é casta.

Foste menina, em sonhos bordados
Nas asas do vento os entregaste!
Pobre sina a tua... Mulher
Triste metáfora, versos roubados.

Adormeces nos braços da solidão
e o dia esconde-se nas tuas lágrimas.
Abre a janela deixa o sol espreitar
Acorda, agarra o céu na tua mão.

Alexandra.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Nada mais!

Nada mais resta, do que nunca existiu!
Das noites que ignorei o tempo
por ti.. em ti!
Nada mais resta, apenas a lembrança
frágil, sombria e solitária.
No teu Mundo encontrei paz (a paz
que há muito se esqueceu de mim).
Despertaste os meus dias
apaziguaste as minhas noites.
Dissipamos memórias entre histórias
soletradas no teu Mar de rebeldia
reinventamos sonhos, criamos novas palavras
e o vento foi nosso confidente..
Contemplamos a mais longínqua estrela
no perto e no longe, e rasgamos o pensamento!
Na magia dos dias, no silêncio das noites
nada mais resta, do que nunca existiu.

Alexandra.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Podia..

Podia te falar do Mar e da Lua!
Contar histórias de encantar
até adormeceres, e dizer baixinho;
Que sou tua!
Mas a Lua virou costas e o Mar
está agitado.. sem rumo.
Podia contemplar-te da mais alta
estrela que toca o céu, enquanto
o sono dos Deuses toma conta de ti!
Podia dizer tanto, tivesse eu asas
beijar-te o pensamento infinitamente
tal anjo embriagado, de aromas recônditos.
Beber das palavras e dizer ao destino
que não se esqueça de nós.
Podia.. repetir tudo o que sabes
na bruma que te acarícia os sentidos.
Mil juras e promessas, feitas ao luar
num murmurar de estrela em estrela
o meu corpo no teu conchegar.

Alexandra.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Para sempre..?

Para sempre é muito tempo
e o tempo não sabe, nem quer saber.
Leva-nos as coisas boas, ficam as más.
Escreve a preto e branco, a vida deste e daquele
nas folhas soltas do destino.
Não perde nem ganha!
Vagueia sedento no tempo que o fez tempo
tal cavaleiro solitário numa procura
incessante e alucinada de sua amada.
Na sua plenitude voa mais alto quanto pode
atingindo o que de mais elevado existe.
Depois, volta a ser quem é!
O tempo dos dias cinzentos às noites sombrias.
Porque o tempo e a solidão caminham de mão dada!

Alexandra.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Essência

Os dias passam..
E o tempo corre, alheio à realidade
esmagado por memórias aprisionadas
silenciadas pela dor de um sentir.
Palavras tatuadas na tua boca
ardem como fogo no meu corpo
despido de pecado, desse cruel ciúme!
Nas trevas da minha ausência
perdi a cor do teu olhar,
perdi a essência que me completava
por esses recônditos abismos.
Ficou tanto por dizer..!

Alexandra.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Utopias

Poemas mudos pintam em palavras
a cópula de um olhar, uma tela irreal!
Histórias de ontem, escritas a cinzel
rabiscadas nas insónias da noite, tacteadas
em mil e uma utopias, no leito dos teus dedos.
Os Deuses adormeceram por fim
vencidos como naufrágos na solidão dos dias
cegos pela poeira da tempestade!
A terra encheu-se de cinzas.
E o teu Mundo perdeu a cor..

Alexandra.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Lua de Prata


No etéreo refúgio do teu corpo
pequenos silêncios cúmplices
escondiam-se sedentos, nas tuas mãos.
A noite fria, vestia-se de Outono!
Aromas intensos acariciavam as cores
de um sonho ausente.. esquecido.
Suavemente entre notas melodiosas
segredadas nas lágrimas embriagadas
caídas do teu rosto cândido e sereno!
Árvores despidas, agitadas pelo vento
murmuravam histórias mágicas, entre
sombras prateadas, tatuadas na noite
contemplativas à existência do teu Ser.

Alexandra.